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Vigilante morre dois dias após ser atendido e liberado de hospital

Do G1

A família do vigilante Jackson Pinheiro Nunes, de 49 anos, quer que a polícia do Distrito Federal investigue a morte dele por suposta negligência médica. Nunes morreu na última sexta-feira (1º), dois dias depois de ser atendido e liberado por uma médica no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), no Distrito Federal. A Secretaria de Saúde nega que tenha erro no atendimento.

De acordo com o atestado de óbito, o vigilante morreu por insuficiência respiratória, pneumonia bilateral, insuficiência cardíaca congestiva e hipertensão arterial sistemática, disse a mulher dele, a professora Francisca Nunes.

“Eu acho que a Justiça tem que saber disso, porque assim como teve o caso do Jackson teve outros casos”, disse. “Era uma pneumonia aguda, ou seja, era caso de ele ficar internado. Talvez hoje ele estivesse aqui.”

O coordenador-geral de Saúde da Asa Norte, Romeu Costa, afirmou que é preciso investigar o caso e fazer uma necropsia para saber se Nunes morreu mesmo de pneumonia. Costa defendeu o procedimento médico realizado no Hran.

“O que podemos apurar é que ele chegou no Hran em um estado de saúde bastante estável, saturando bem, frequência cardíaca boa, exames de sangue alterado, isso toda infecção, e a pneumonia é uma infecção, ela vai causar exames de sangue alterado”, disse. “O medicamento foi dado corretamente e ele tinha condições de ser tratado em casa, mas é possível que exista algum outro fator que a gente ainda desconheça.”

Segundo Francisca, na última quarta-feira (29), o vigilante passou mal no serviço com falta de ar. Ele voltou para casa e foi junto com a mulher dele procurar atendimento médico. Por volta das 10h, ele chegou no Hospital do Gama, passou pela triagem e recebeu a pulseira verde, para casos menos graves.

Francisca contou que, temendo uma demora no atendimento, eles decidiram ir para o Hospital de Base, mas lá não havia médico. O casal seguiu para o hospital da Asa Norte, onde aguardaram mais de quatro horas pelo atendimento. Naquele dia, uma equipe da TV Globo chegou a entrevistar o vigilante durante uma reportagem.

Depois da entrevista, Nunes foi atendido e fez exames. Os de sangue deram todos alterados. Mesmo assim, segundo Francisca, a médica de plantão receitou antibióticos e o liberou para voltar para casa. Dois dias depois, ele foi socorrido pel Samu, chegou a ser levado para o Hospital de Santa Maria, mas não resistiu.

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