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Sem acordo, rodoviários da Pioneira entram no 2º dia de greve no DF

Do G1 DF 

Ônibus parados na garagem da Pioneira em Santa Maria, no Distrito Federal (Foto: TV Globo/Reprodução)Ônibus parados na garagem da Pioneira em Santa Maria, no DF, na sexta-feira (Foto: TV Globo/Reprodução)

Rodoviários da Pioneira, que atende moradores de nove regiões do Distrito Federal, entram neste sábado (7) no segundo dia de greve. Motoristas e cobradores cobram o salário de fevereiro, que deveria ter sido depositado nesta sexta (6), mas não pago. A empresa diz ter um déficit no caixa por causa de valores a receber do GDF, relativos ao ano passado.

Ao todo, 200 mil passageiros são afetados. A empresa tem 640 ônibus e atende moradores do Itapoã, Paranoá, Jardim Botânico, Lago Sul, Candangolândia, Park Way Santa Maria, Gama e São Sebastião. Ela também é responsável pela operação do Expresso DF, que liga Santa Maria e Gama ao Plano Piloto.

No fim da tarde de sexta, o Sindicato dos Rodoviários afirmou que a paralisação continua até que os funcionários recebam o pagamento de fevereiro. Motoristas têm salário-base de R$ 1.928 e cobradores, de R$ 1.008. O valor do tíquete-alimentação para ambos é de R$ 417.

O diretor do DFTrans, Clóvis Barbará, e o secretario de Mobilidade do DF, Carlos Tomé (Foto: Lucas Nanini/G1)O diretor do DFTrans, Clóvis Barbará, e o secretário
Carlos Tomé (Foto: Lucas Nanini/G1)

O secretário de Mobilidade, Carlos Tomé, disse que as empresas receberam o repasse na última quarta (4) e que a verba destinada à Pioneira é suficiente para quitar a folha de pagamento. “O transporte opera em um sistema de concessão. É uma greve de rodoviários, que são funcionários das empresas. É uma relação entre empregador e empregado. Nós fazemos o repasse na véspera ou dias antes do vencimento dos funcionários justamente para que a empresa pague a folha salarial”, disse o secretário.

Sem plano
O diretor do DFTrans, Clóvis Barbará, disse que o órgão analisa como a greve vai se desenrolar. “Vamos fazer uma avaliação ao longo da tarde para ver o que faremos. Temos um plano de ação emergencial que permite trazer veículos de outras áreas. Vamos analisar as possibilidades e buscar outras soluções.”

O diretor afirma que a aplicação do plano de contingência exige recadastramento das frotas, emissão da ordem de serviço e outros detalhes operacionais, o que impediu que o remanejamento da frota fosse feito nesta sexta. “Vamos trabalhar nos próximos dias. São 600, 700 ônibus. Nós fomos pegos de surpresa, pois o GDF fez o repasse para as empresas”, diz Barbará.

Marechal
Rodoviários da empresa Marechal também começaram a sexta-feira de braços cruzados e cobrando o pagamento de fevereiro. Durante toda a manhã, cerca de 500 mil passageiros foram prejudicados pela paralisação das duas empresas.

Segundo a Marechal, o problema ocorreu porque o repasse do governo só caiu na conta no final do dia. Os pagamentos foram normalizados no fim da manhã e os rodoviários voltaram ao trabalho. A empresa tem 464 veículos e atende Ceilândia, Taguatinga, Vicente Pires, Águas Claras, Gama, Samambaia e Recanto das Emas.

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